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<title>:::::::::::::Guilherme Bara:::::::::::</title>
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<div align="center">
  <table width="774" border="0" cellspacing="0">
    <tr> 
      <td height="2049" align="left" valign="top"> <blockquote> 
          <p align="center"><strong><font color="#FFFF00" size="6" face="Monotype Corsiva">Guilherme 
            Bara</font></strong></p>
        </blockquote>
        <p></p>
        <div align="center"> 
          <table width="159*" border="0" cellspacing="0">
            <tr> 
              <td><img src="guilherme.jpg" width="159" height="159" /></td>
            </tr>
          </table>
        </div>
        <blockquote> 
          <blockquote> 
            <p align="justify"><font size="3" face="Arial">&nbsp;Portador de retinose pigmentar, 
              j&aacute; perdeu quase toda sua capacidade de enxergar, mas mantêm 
              uma vis&atilde;o privilegiada que poucas pessoas t&ecirc;m.<br />
              Reportagem: Adriana Perri</font></p>
            <p align="justify"><font size="3" face="Arial">Com f&ocirc;lego de 
              maratonista, o Coordenador de Projetos Especiais da Secretaria de 
              Estado da Cultura, Guilherme Mac Nicol Bara sempre foi atuante dentro 
              da comunidade. Dotado de muito carisma e com uma habilidade natural 
              para gest&atilde;o de projetos e equipes, destacou-se desde a adolesc&ecirc;ncia, 
              enquanto ainda era estudante no Col&eacute;gio Dante Alighieri. 
              </font></p>
            <p align="justify"><font size="3" face="Arial">Depois de uma mete&oacute;rica 
              e bem sucedida carreira na iniciativa privada, tornando-se dono 
              de sua pr&oacute;pria empresa com apenas 19 anos, Guilherme ingressou 
              na pol&iacute;tica e, conforme j&aacute; era esperado, conquistou 
              grandes espa&ccedil;os. Em dois anos de atua&ccedil;&atilde;o dentro 
              da Secretaria de Cultura conseguiu quadruplicar o n&uacute;mero 
              de oficinas voltadas para os portadores de necessidades especiais, 
              beneficiando milhares de adultos e crian&ccedil;as. &quot;A grande 
              satisfa&ccedil;&atilde;o &eacute; acompanhar &quot;In loco&quot;, 
              o que est&aacute; acontecendo dentro das oficinas e a felicidade 
              dos alunos no momento da entrega dos certificados. Eu penso sempre 
              que pude contribuir para isso, que dentro do meu espa&ccedil;o estou 
              fazendo algo pela popula&ccedil;&atilde;o&quot;.</font></p>
            <p align="justify"><font size="3" face="Arial">Eram doze oficinas 
              por semestre, no in&iacute;cio. Neste ano elas s&atilde;o cinq&uuml;enta 
              com o dobro da carga hor&aacute;ria. Mas seu sucesso na promo&ccedil;&atilde;o 
              de cultura para todos n&atilde;o parou por a&iacute;. Desde o segundo 
              semestre de 2.002, Guilherme assumiu tamb&eacute;m a coordena&ccedil;&atilde;o 
              dos projetos junto &agrave;s comunidades das escolas de samba. &quot;Eu 
              considerei uma vit&oacute;ria no &acirc;mbito pessoal tamb&eacute;m, 
              porque uma pessoa deficiente fica rotulada a trabalhar s&oacute; 
              dentro de seu &quot;meio&quot;, como se fosse uma sociedade a parte. 
              E isto n&atilde;o &eacute; verdade&quot;. Outra de suas a&ccedil;&otilde;es 
              foi no sentido de promover o acesso aos espet&aacute;culos teatrais 
              <br />
              para deficientes visuais e auditivos</font></p>
            <p align="center"><img src="fototexto.jpg" width="159" height="125" /></p>
            <p align="center"><font size="3"><strong><font color="#FFFF00" size="5" face="Monotype Corsiva">Atividades 
              nas comunidades e Teatro para cegos e surdos </font></strong></font></p>
            <p align="justify"><font size="3" face="Arial">Na parceria com as 
              escolas de samba, estas entram com o espa&ccedil;o de suas quadras, 
              que fica ocioso a maior parte do ano e a Secretaria com o arte-educador. 
              A primeira experi&ecirc;ncia foi com tr&ecirc;s atividades culturais 
              em quinze escolas que aderiram ao projeto. Repercutiu t&atilde;o 
              bem que neste semestre 35 novas escolas mostraram interesse em participar. 
              As atividades s&atilde;o escolhidas pela comunidade, e uma delas 
              &eacute;, sempre, de bateria mirim. &quot;Aos poucos estamos conseguindo 
              cada vez mais espa&ccedil;o para as a&ccedil;&otilde;es sociais 
              de promo&ccedil;&atilde;o da cultura&quot;, orgulha-se. </font></p>
            <p align="justify"><font size="3" face="Arial">Nas pe&ccedil;as teatrais, 
              o piloto de projetos tem sido o Teatro S&eacute;rgio Cardoso, do 
              governo. Um equipamento foi adquirido para que os cegos possam acompanhar, 
              na voz de um narrador, o que esta acontecendo em cena. &quot;A instala&ccedil;&atilde;o 
              &eacute; muito f&aacute;cil, n&atilde;o atrapalha em nada a encena&ccedil;&atilde;o 
              da pe&ccedil;a e &eacute; relativamente barato&quot;. A id&eacute;ia 
              &eacute; inspirar outros teatros privados para que fa&ccedil;am 
              o mesmo. Para os surdos, a quest&atilde;o &eacute; mais complicada 
              porque a luz necess&aacute;ria, que deveria incidir sobre o interprete 
              de Libras, modifica a ilumina&ccedil;&atilde;o do espet&aacute;culo 
              e isso tem gerado resist&ecirc;ncia junto a atores e diretores. 
              &quot;Estamos tentando conscientizar estas pessoas do acesso universal, 
              para que permitam este recurso&quot;.<br />
              Este trabalho &eacute; um reflexo da pr&oacute;pria vida social 
              de Guilherme que &eacute; muito ativa e agitada. Com o apoio da 
              fam&iacute;lia e alguns improvisos, Bara nunca foi segregado, sempre 
              se fez inclu&iacute;do. Vai muito a barzinhos, teatros, danceterias 
              &quot;agora que estou namorando eu vou pouco&quot;, viaja para o 
              litoral. Corre 10, 12 km duas ou tr&ecirc;s vezes por semana junto 
              com um grupo, o &quot;Rum More&quot;, onde todos s&atilde;o videntes 
              e fazem revezamento para gui&aacute;-lo. Freq&uuml;enta academia 
              e pratica yoga. &quot;As entidades deveriam ter esta preocupa&ccedil;&atilde;o, 
              de n&atilde;o isolar a pessoa com defici&ecirc;ncia da sociedade. 
              Eu me considero bem feliz, tenho uma boa posi&ccedil;&atilde;o profissional, 
              uma namorada legal, <br />
              amigos... o que mais eu quero?&quot;. </font></p>
            <p align="center"><font size="3" face="Arial"> 
            <img src="fototexto2.jpg" width="160" height="115" /></font></p>
            <p align="center"><font color="#FFFF00" size="5" face="Monotype Corsiva"><strong>A 
              trajet&oacute;ria pol&iacute;tica </strong> </font></p>
            <p align="justify"><font size="3"><br />
              <font face="Arial">Guilherme &eacute; formado em administra&ccedil;&atilde;o 
              de empresas pela Escola de Administra&ccedil;&atilde;o Mau&aacute; 
              e graduou-se premiado como destaque da turma de 1.999, ano em que 
              foi Presidente do Centro Acad&ecirc;mico. &quot;Fui o orador da 
              primeira turma de administra&ccedil;&atilde;o da Mau&aacute;&quot;, 
              revela Guilherme. Aos 18 anos, durante o curso, come&ccedil;ou a 
              trabalhar como vendedor em uma empresa de telefonia celular, depois 
              de seis meses tornou-se s&oacute;cio e em um ano abria sua pr&oacute;pria 
              empresa no ramo.<br />
              Em 2.000, um ano ap&oacute;s sua formatura, incentivado por amigos 
              e admiradores de seu trabalho no C.A. da faculdade, candidatou-se 
              a vereador pelo PSDB na cidade de S&atilde;o Paulo. Recebeu 8.526 
              votos. Muitos vereadores, candidatos de partidos menores, foram 
              eleitos e assumiram com um n&uacute;mero bem menor. &quot;Foi muito 
              legal. Minha campanha em rela&ccedil;&atilde;o ao montante gasto 
              (R$ 4500, 00) e o n&uacute;mero de votos foi a melhor dentro do 
              PSDB. N&atilde;o conhecia ningu&eacute;m dentro do partido, n&atilde;o 
              tive nenhum padrinho pol&iacute;tico e depois desta vota&ccedil;&atilde;o 
              as portas se abriram para mim&quot;. Guilherme recebeu propostas 
              de trabalho de quatro secretarias de Estado, e aceitou o convite 
              da Secretaria da Cultura para atuar como Coordenador de Projetos 
              Especiais.<br />
              Para 2.004, al&eacute;m de um projeto de &aacute;udio-livro, que 
              acalenta h&aacute; tempos (j&aacute; aprovado pela Lei Rouanet) 
              para o qual pretende captar recursos, Guilherme ser&aacute; novamente 
              candidato &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es. Considerado na avalia&ccedil;&atilde;o 
              do ranking 2.001 da revista Veja como um dos 10 melhores candidatos 
              a vereador no pa&iacute;s, Bara, desta vez contar&aacute; tamb&eacute;m 
              com o apoio da comunidade e das pessoas com defici&ecirc;ncia, onde 
              j&aacute; conquistou admira&ccedil;&atilde;o e respeito.</font></font></p>
            <p align="justify">&nbsp;</p>
            <p align="justify"><font size="3" face="Lucida Console"><a href="noticia.htm">Voltar</a></font><font size="3"><br />
              </font></p>
          </blockquote>
        </blockquote></td>
    </tr>
  </table>
</div>
</body>
</html>